Takahio Yamaguchi, My_GSaV, web, 2010A partir do website  Google Street View, Takahiro cria o My GSaV, um novo site onde somos  impedidos de nos locomover com plena autonomia pelo mapa. Virtualmente,  a localização entre ruas e cidades de todo o mundo é alterada  aleatoriamente, nos mostrando semelhanças urbanas e grafites de diversos  países, resultando numa experiência de  descontrole de direções, somada a uma percepção frenética das cidades contemporâneas.  O  site sempre se atualiza, nos impossibilitando regressar para uma  melhor fruição, ou ao menos, nos deixar tempo o suficiente para  reconhecer as singularidades de cada lugar. O olhar não é direcionado a  monumentos e arquiteturas emblemáticas e sim para a banalidade das ruas e  becos, muitas vezes revelando grafites e um lado B das cidades a ser desvendado…

Takahio Yamaguchi, My_GSaV, web, 2010
A partir do website Google Street View, Takahiro cria o My GSaV, um novo site onde somos impedidos de nos locomover com plena autonomia pelo mapa. Virtualmente, a localização entre ruas e cidades de todo o mundo é alterada aleatoriamente, nos mostrando semelhanças urbanas e grafites de diversos países, resultando numa experiência de  descontrole de direções, somada a uma percepção frenética das cidades contemporâneas.  O site sempre se atualiza, nos impossibilitando regressar para uma melhor fruição, ou ao menos, nos deixar tempo o suficiente para reconhecer as singularidades de cada lugar. O olhar não é direcionado a monumentos e arquiteturas emblemáticas e sim para a banalidade das ruas e becos, muitas vezes revelando grafites e um lado B das cidades a ser desvendado…

(Fuente: yang02.org)

Mónica Heller, Verano Rojo, video 10m37s, 2009

Vestígios humanos, rastros de batalhas, objetos voadores não identificados, ruídos eletrônicos, detritos espaciais, indícios de uma catástrofe natural, seres sobreviventes, monumentos abandonados, desordem climática, restos de uma civilização, são elementos que descrevem o cenário em uma ilha tropical habitada por estranhas gaivotas. O vídeo Verano Rojo nos apresenta um mundo fictício, onde fenômenos bizarros acontecem e se sobrepõem em pleno verão. Monica Heller se apropria de fragmentos de imagens extraídas da internet e trabalha com a animação desses elementos, a artista cria vídeos que sempre evocam uma atmosfera pós-apocalíptica, ausente de presença humana, mas com o vestígio excessivo de seu consumo e de suas produções em atividade. Há uma destruição representada, que  parece ser fruto do consumo desenfreado, ironicamente cultuado em nossa sociedade atual. Mas em sua obra, Heller não nos sugere uma mudança de conduta e sim nos apresenta uma visão conformada, quase profética de um futuro eminente…

(Fuente: monicaheller.com.ar)

Nei Franclin, Cenários Reais, instalação, 2011
Nei Franclin tem uma produção que oscila entre vídeos, fotografias, intervenções e maquetes, utiliza materiais reciclados das ruas ou encontrados em lugares abandonados para construir seus cenários reais, como denomina uma série de situações em que obra e projeto se confundem com um simples arranjo improvisado, mas que são detalhadamente pensados e ordenados. Suas estruturas e imagens nos revelam uma nova percepção do espaço público e dos objetos em que nele se inserem, dizem sobre um mundo inacabado, precário, altamente banalizado pela conformidade da miséria em nosso cotidiano, condicionado pela aceitação do olhar morto, que nos direciona ao rumo inequívoco do passo adiante…

Nei Franclin, Cenários Reais, instalação, 2011

Nei Franclin tem uma produção que oscila entre vídeos, fotografias, intervenções e maquetes, utiliza materiais reciclados das ruas ou encontrados em lugares abandonados para construir seus cenários reais, como denomina uma série de situações em que obra e projeto se confundem com um simples arranjo improvisado, mas que são detalhadamente pensados e ordenados. Suas estruturas e imagens nos revelam uma nova percepção do espaço público e dos objetos em que nele se inserem, dizem sobre um mundo inacabado, precário, altamente banalizado pela conformidade da miséria em nosso cotidiano, condicionado pela aceitação do olhar morto, que nos direciona ao rumo inequívoco do passo adiante…

(Fuente: Flickr / neifranclin)

Gustavo Ferro, Intervenção com Materiais Encontrados, Registro Fotográfico, 2011
Caminhar pela cidade é parte fundamental do processo, pois são nos embates cotidianos que desloco meu olhar para as situações urbanas interpretando um sentido oculto em certos arranjos encontrados nos caminhos, no caso o registro funciona como um terceiro olhar para a banalidade citadina e se desdobra em minha produção em forma de instalações, desenhos, intervenções ou mesmo em fotografia, onde procuro evidenciar aquilo que a própria rua me faz ver, sinalizações improvisadas alertando erros no percurso, caminhos interrompidos por barragens, proteções entre espaços públicos e privados que oferecem ameaça e perigo, como lanças moldadas para se adequarem a quinas e cercas eletrificadas que envolvem inteiramente superfícies de muros…

Gustavo Ferro, Intervenção com Materiais Encontrados, Registro Fotográfico, 2011

Caminhar pela cidade é parte fundamental do processo, pois são nos embates cotidianos que desloco meu olhar para as situações urbanas interpretando um sentido oculto em certos arranjos encontrados nos caminhos, no caso o registro funciona como um terceiro olhar para a banalidade citadina e se desdobra em minha produção em forma de instalações, desenhos, intervenções ou mesmo em fotografia, onde procuro evidenciar aquilo que a própria rua me faz ver, sinalizações improvisadas alertando erros no percurso, caminhos interrompidos por barragens, proteções entre espaços públicos e privados que oferecem ameaça e perigo, como lanças moldadas para se adequarem a quinas e cercas eletrificadas que envolvem inteiramente superfícies de muros…

(Fuente: gustavoferrobeco.blogspot.com)